17.out.2011 | Rentcars.com | Sazonalidades

As 5 corridas inesquecíveis de Interlagos

Interlagos parece ser o palco para o improvável na Fórmula 1. Várias corridas consideradas inesquecíveis tiveram o autódromo como coadjuvante. Sejam as condições climáticas que bagunçam toda a prova ou a probabilidade de ser um campeão em seu território, o Grande Prêmio do Brasil instiga nos pilotos uma gana enlouquecida de vencer.

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Por Pixbay

Tal sentimento produz espantosas histórias de dedicação e um pouquinho de sorte. Veja agora o nosso Top 5 das melhores corridas de Interlagos.

5 – GP Brasil 1975

O motivo para o autódromo de Interlagos levar o nome de José Carlos Pace é explicado por causa desta corrida. O brasileiro começou sua história na F1 em 1972; com carros medianos, conseguiu resultados de igual forma e na metade do campeonato de 74 foi contratado pela Brabham, onde teve mais sucesso. No ano seguinte, o GP Brasil já havia se firmado no calendário mundial e todos apontavam Fittipaldi para levar a coroa de louro.

Na formação do grid, Jean-Pierre Jarier ocupava a primeira colocação e Emerson Fittipaldi e José Carlos Reutmann estavam em seu encalço. Pace era apenas o quinto. Depois da largada, Pace se recupera e vai para o terceiro lugar, depois de uma má largada de Emerson. No primeiro pelotão, Reutman e Jarier duelam pelo primeiro lugar, desgastando os seus pneus; assim, Pace passa Reutman e segue em busca de Jarier. Para sua sorte, o piloto francês enfrenta um problema no motor e Pace, sem demora, herda o primeiro lugar.

Enquanto isso, Fittipaldi faz a sua corrida de recuperação: depois da terrível largada, o brasileiro cai para a sexta posição. Volta a volta, Emerson vai caçando quem está à sua frente, até chegar em Clay Ragazzoni, que também herdou a posição de Jarier. Sem dar trela para o adversário, o brasileiro conquista a segunda posição e entra para a história juntamente com Pace, formando a primeira dobradinha brasileira na Fórmula 1. Dois anos depois, Moco, como era chamado, morreu num acidente aéreo. Interlagos somente foi batizado com seu nome em 1985.

4- GP Brasil 2003

Depois de Ayrton Senna, os brasileiros ficaram à espera de um novo piloto que continuasse a levar a bandeira verde amarela para o alto do pódio. A tarefa ficou incumbida a Rubens Barrichello: o piloto era promissor e a mídia estava ansiosa para criar um novo ídolo do esporte. Barrichello era rápido, mas sempre algo o atrapalhava: companheiro de equipe, equipe mediana, falhas no carro.

Confesso que eu era uma dessas torcedoras que queria ver a qualquer custo Rubens ganhar em Interlagos, pois o piloto se esforçava e dava para sentir o quanto esta vitória significaria para ele.

Em 2003, o Grande Prêmio do Brasil começou do jeito que sabe fazer melhor: sob chuva. Os carros largaram, mas poucos ficavam na pista: a curva do ‘S’ virou um estacionamento de F1, quase ninguém conseguia se manter no asfalto e o carro do guincho trabalhou incansavelmente, tirando cada piloto que parava ali. Barrichello, que havia largado na pole, perdeu a primeira posição, mas depois de várias voltas a recuperou. O brasileiro estava ensandecido, fazia voltas mais rápidas seguidamente até que o carro parou por falta de combustível.

Sentado ao lado de um comissário de pista, Barrichello viu Kimi Räikkönen conquistar a primeira posição, com Giancarlo Fisichella em segundo. Um erro do finlandês foi a deixa para Fisichella ultrapassar. Neste mesmo momento, Mark Webber batia na entrada dos boxes e as bandeiras amarelas foram agitadas, porém Fernando Alonso não conseguiu diminuir a velocidade e bateu violentamente, encerrando a corrida.

Mas o GP Brasil não acabou aqui. Uma confusão entre qual deveria ser considerada a volta final colocou Räikkönen como vencedor, seguido de Fisichella. Porém, a equipe Jordan, de Fisichella, entrou com uma ação na Federação Internacional de Automobilismo (FIA), e cinco dias depois ela declarou o piloto como vencedor do Grande Prêmio Brasil de 2003.

3- GP Brasil 2007

Em 2007, o campeonato mundial de pilotos estava quase decidido para Lewis Hamilton. Fernando Alonso vinha sete pontos atrás, porém sem o apoio da equipe não era visto como provável campeão. Kimi Räikkönen nem era mais considerado como favorito ao título, pois a combinação de resultados era hipotética demais para acontecer: Lewis precisava chegar abaixo do quinto lugar e Fernando Alonso abaixo do segundo. Como a sorte nunca foi muito amiga de Kimi, o finlandês foi deixado de lado. Mas logo nas primeiras voltas os deuses do automobilismo decidiram mostrar as caras, e depois de perder posições na largada, a marcha de Lewis entrou errada e o piloto caiu para a 18ª posição.

A McLaren, vendo que seria impossível Lewis vencer com a mesma estratégia do início da corrida, decidiu realizar três paradas. A corrida segue com Felipe Massa, Kimi Räikkönen e Fernando Alonso nas três primeiras posições, respectivamente. Depois do segundo pitstop, a situação mantém-se igual, e Lewis lá atrás acaba perdendo as posições que havia conquistado na pista. O inimaginável estava acontecendo, a sorte finalmente sorria para Räikkönen e o finlandês, que fazia volta mais rápida atrás de volta mais rápida, cola em Felipe Massa, que depois de um erro fica a poucos milésimos do piloto. A ultrapassagem estava à vista e o campeonato também. Cruzando a linha de chegada, o grid formava o campeão daquele ano: Kimi Räikkönen. Lewis Hamilton viu seu campeonato escapar das suas mãos por apenas um ponto.

Há quem diga que esta vitória veio para limpar o esporte, depois de um ano tão conturbado com espionagem, xingamentos públicos e muita falta de caráter. Esta corrida foi a mais vista em várias partes do mundo: no Reino Unido chegou a 10 milhões de espectadores.

2- GP Brasil 1973

Diferente de 2007, até os anos 70 as informações sobre a Fórmula 1 ficavam restritas somente aos fanáticos. Os jornais e revistas mensais chegavam com o resultado das corridas com atraso de um mês e as transmissões ao vivo ocorriam esporadicamente. Muitas provas nem eram transmitidas: se a corrida fosse à tarde, o horário era considerado desfavorável e a emissora decidia não exibir a prova. Neste cenário, deixamos de ver a primeira vitória de um brasileiro em solo tupiniquim.

O Grande Prêmio do Brasil entrou no calendário oficial como a segunda prova do ano, após o GP da Argentina. Emerson Fittipaldi começava a temporada como o campeão mais jovem da categoria e em 1973 já estava se impondo novamente na F1. Depois da vitória em Buenos Aires, Fittipaldi encheu as arquibancadas com brasileiros ávidos para ver o espetacular piloto.

Seu rival direto era Jackie Stewart e o público arrumou uma maneira bem local para dar as boas vindas ao escocês: “1,2,3 Stewart é freguês” cantavam. Emerson realmente mostrou que os outros pilotos não eram páreo para sua Lotus. Liderando quase do início ao fim, ele registrou a primeira vitória de um piloto brasileiro de Fórmula 1 em Interlagos e deixou o público encantado com o espetáculo que havia acabado de presenciar. Este era o começo da paixão brasileira pela Fórmula 1 .

1- GP Brasil 1993

O GP deste ano quase entrou na nossa lista das corridas inesquecíveis. Na largada, Alain Prost ocupava a primeira posição, seguido de Damon Hill e Ayrton Senna. Depois do milagre de 1991, todos esperavam uma vitória de Senna em casa. Porém, a situação não parecia tão favorável devido à pouca competitividade de sua McLaren. Após ultrapassar Hill, Senna não conseguia colar em Prost, que fazia tempos cada vez mais rápidos. E para piorar, o brasileiro ainda teve que encarar uma penalidade por manobra arriscada.

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Réplica da icônica McLaren de Ayrton Senna

Caindo para o quarto lugar, Senna arriscou. Trocou os pneus slicks para os de chuva; por ser conhecedor de São Paulo ele sabia que aquele tempo escuro era sinal de que logo as águas de março iriam aparecer torrencialmente. Prost bem que tentou se segurar na pista sem trocar os pneus, porém a tática deu errado e, após uma batida, ele ficou fora da disputa. A direção da prova, vendo o risco que era para os pilotos, colocou o safety car para acalmar os ânimos.

Na relargada, Hill continuava em primeiro e Senna mais uma vez usou a estratégia para se dar bem. Trocou os pneus para intermediários e teve assim um desempenho melhor em uma pista que secava. Damon Hill tardou a parada nos boxes e viu a McLaren de Senna encostar e ultrapassar. Dali em diante nada mais atrapalharia o brasileiro, que seguiu rumo à vitória. O público quis comemorar junto ao piloto e partiu, quebrando todas as regras, em direção à pista e ao encontro de Ayrton Senna, que agitava a bandeira do Brasil. Aquela era a última vitória de Senna no país e foi, por anos, a última vitória de um brasileiro no Grande Prêmio do Brasil.

E você viu algumas dessas corridas ao vivo? Concorda com a nossa lista ou acha que faltou alguma prova? Escreva na nossa caixa de comentários e deixe a sua opinião!

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1 comentário »

  1. As 5 corridas inesquecíveis de Interlagos | disse:
    04/11/2015 - 9:18 AM

    […] Fonte: blog.rentcars.com.br/as-5-corridas-inesqueciveis-de-interlagos/ –  17.out.2011 | Redação | Dicas […]

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